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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

12.09.2017: Ótima como Kiki em "Os Dias Eram Assim", Natália do Vale fazia falta na televisão

                    A última novela que contou com a presença de Natália do Vale do início ao fim foi a fracassada e problemática "Em Família", de Manoel Carlos, exibida em 2014. Ela, inclusive, protagonizou uma situação estapafúrdia, interpretando a mãe de Júlia Lemmertz. Dois anos depois, esteve apenas no primeiro capítulo de "Êta Mundo Bom!", vivendo a mãe da personagem de Nathalia Dill. Ou seja, a grande intérprete estava praticamente ausente da televisão há três anos. E agora, em "Os Dias Eram Assim", provou que estava fazendo muita falta.



                    A atriz está ótima na pele da passional Kiki, mulher que passou anos sendo submissa ao marido e vivendo uma relação conflituada com as duas filhas. Na primeira fase da trama de Angela Chaves e Alessandra Poggi, Natália conseguiu protagonizar grandes cenas ao lado de Sophie Charlotte e Antônio Calloni. As brigas que a personagem tinha com o autoritário Arnaldo eram intensas e os embates com Alice repletos de instantes dramáticos. Ela deu um show. Era uma fase, inclusive, que o enredo se mostrava promissor e atrativo.
                    Infelizmente, ao longo das semanas, a trama foi se esvaziando e Kiki perdeu a importância com a morte equivocada do marido. O assassinato do empresário em nada contribuiu para o andamento do roteiro e só prejudicou o núcleo central, tendo a intérprete como uma das principais 'vítimas'. Tanto que acabou avulsa na história por um bom tempo. 
Porém, ainda assim, Natália conseguia brilhar cada vez que surgia em cena. Houve também um processo de transformação daquela mulher submissa, que começou a se impor mais e se aproximar das filhas, em meio a alguns embates pontuais.
                    O trio formado com Sophie Charlotte e Julia Dalavia se fortaleceu com a descoberta da gravidade do estado de Nanda, portadora do vírus da Aids. As três, então, passaram a protagonizar cenas delicadas e muito emotivas. Foi justamente a partir desse conflito que Natália voltou a crescer no enredo, após o lamentável período de perda de destaque. A sequência em que as três choraram copiosamente juntas, logo depois que a doença da filha mais nova de Kiki foi revelada, já é uma das melhores da teledramaturgia e a mais impactante da trama. A veterana deu um banho de emoção ao lado das colegas mais novas e igualmente competentes.
                    A cumplicidade entre mãe e filhas, por sinal, tem sido um dos poucos atrativos da reta final da novela (ou 'supersérie'). O cuidado que Kiki está tendo com Nanda tem comovido, assim como o apoio que tem dado a Alice nos enfrentamentos com Vitor (Daniel de Oliveira). Aliás, uma outra cena que merece menção, exibida há algumas semanas, foi a conversa nada amistosa que a ricaça teve com Vera, mãe de Renato (Renato Góes), a impedindo de ver o neto. Deu gosto de ver o trabalho de Natália e Cássia Kiss. As duas experientes profissionais deram uma aula de artes cênicas, deixando claro que mereciam ter sido bem mais valorizadas na produção. Já o tapa que Kiki deu em Cora (Susana Vieira), no capítulo desta segunda (11/09), foi mais uma ótima cena protagonizada por ela.
                    Recentemente, a atriz pôde ser vista na reprise da ótima "Torre de Babel" (1998), no Canal Viva, onde interpretou a íntegra Lúcia Prado. Sua trajetória conta com mais de 20 novelas no currículo, tendo "A Moreninha" (1975), "Água Viva" (1980),  "Baila Comigo" (1981), "Cambalacho" (1986), "Que Rei Sou Eu?" (1986), "A Próxima Vítima" (1995) e "Mulheres Apaixonadas" (2002) ---- impossível esquecer a atirada Silvia, que se envolvia com um taxista na calada da noite ---- como alguns destaques da carreira, angariando muitos elogios por seu desempenho. E é bem difícil ela não se sobressair em qualquer trabalho.
                    "Os Dias Eram Assim" merece muitas críticas por vários fatores, mas, ao menos, a trama das onze trouxe de volta a grande Natália do Vale para a televisão. Ainda que a maravilhosa atriz tenha perdido o destaque por um bom tempo na história, a sentimental Kiki contou com o talento da intérprete, que conseguiu emocionar e se destacar sempre que aparecia. Foi um bem-vindo retorno.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Grandes atores vêm fazendo a festa nas novelas

                    A maré anda favorável para quem aprecia o trabalho dos grandes atores da nossa televisão. Veja o exemplo de Lilia Cabral em “A força do querer”. Ela é Silvana, jogadora inveterada, e, desde a estreia da novela, vem despistando o marido. Seus estratagemas são frágeis. Até que ela se viu numa sinuca de bico — sem trocadilho. Depois de perder um dinheirão, ficou num cativeiro até Bibi (Juliana Paes) saldar sua dívida com um pessoal perigoso. Desde sábado, o público vem acompanhando cenas ótimas da atriz. Não é surpresa: ela já foi vista brilhando em muitos outros papéis importantes. E também tornando grandiosas algumas tarefas que, em outras mãos, ficariam desimportantes. Aqui, vale lembrar a Catarina de “A favorita”, que era coadjuvante, mas acabou no centro da trama. Lilia Cabral é uma alegria sempre.
                    “Novo Mundo” também vem proporcionando bons momentos para o espectador. Anteontem, por exemplo, Isabelle Drummond (Anna) e Gabriel Braga Nunes (Thomas) protagonizaram sequências de uma discussão que descambou para a violência. Foi uma mostra da boa química da dupla. E falando em dupla, logo depois, vimos Vivianne Pasmanter (Germana) e Guilherme Piva (Licurgo) na cama, com direito a diálogos inspirados e interpretações, idem.
                    Mais tarde, mas ainda na mesma noite, foi a vez de Cássia Kis (Vera) e Nathália do Vale (Kiki) amplificarem a força do encontro de suas personagens em “Os dias eram assim”. Foi quando Vera esteve no hospital para ver o neto e acabou barrada por Kiki. Elas trocaram palavras ríspidas e a cena durou menos de cinco minutos, mas ecoou até o fim do capítulo. Se não viu, vale procurar na internet.

domingo, 30 de julho de 2017

Natália do Vale tem grande momento em supersérie

Natália do Vale (Foto: Globo/Rafael Campos)

                    O drama central de “Os dias eram assim”, a separação do casal principal e, agora, sua reaproximação, vem sendo muito bem desenvolvido por Angela Chaves e Alessandra Poggi. Mas não só ele. As cenas de Natália do Vale (Kiki) anteontem no hospital provam que as autoras valorizam o que essa atriz é capaz de fazer. Elas vêm criando boas oportunidades para a mãe da protagonista, o que só beneficia a história.
                      Voltando ao capítulo desta semana, como se sabe, a ação neste momento se desenrola nos anos 1980. Nessa época, a Aids explodiu e matou muita gente que, hoje, estaria aí, medicada e levando uma vida normal. É o que se passa com Nanda (Julia Dalavia), que enfrenta sua primeira internação por infecção oportunista. Ainda não há diagnóstico fechado. Os personagens tratam o assunto como alguma doença passageira. A garota se sentiu mal e acabou sendo levada para um hospital público. Nanda foi atendida pelo Dr. Domingos (Izak Dahora). Ao escutar dele as primeiras informações sobre o estado da filha, Kiki torceu o nariz. Alegou que o médico era um “menino sem experiência” e que a família tem meios de pagar melhor tratamento para a moça. Ao ouvir tais argumentos, Monique (Letícia Spiller) percebeu a verdade e indignou-se: “Preconceito, destratar um profissional só por ser negro”.
                     Didatismos à parte, a sequência foi bem forte, levada com sutileza e domínio por Natália. É muito bom quando a teledramaturgia abre um espaço nobre para personagens coadjuvantes que estão a cargo de profissionais com o talento dela. Desde os primeiros capítulos, a atriz vem enchendo a tela. É caso de esperar ansiosamente o que virá com a revelação de que Nanda está gravemente doente. Promete.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Crítica Salve Jorge - Patricia Kogut


CRÍTICA: ‘Salve Jorge’ desperdiça e também aproveita talentos

Nicette Bruno em cena com a cadela Emily, em 'Salve Jorge' (Foto: Alex Carvalho/TV Globo)

Se o tráfico humano é um tema forte e que atrai em “Salve Jorge”, há tramas secundárias totalmente dispensáveis. O caso mais grave é o do núcleo cuja ação gira quase que integralmente em torno de um cachorro. Já seria ruim apenas considerando que um animal enfeitado com pedras preciosas e candidato a uma herança milionária não chega a empolgar. Mas tudo fica bem pior quando vemos em cena atrizes do quilate de Natália do Vale, Ana Beatriz Nogueira e Nicette Bruno. É um desperdício incompreensível de alguns dos maiores talentos da nossa televisão. Nicette passa sequências inteiras conversando com o cão. São falas como: “Emily, não liga, os humanos são assim mesmo”. Mais constrangedor foi quando Ana Beatriz entabulou um (o único possível) diálogo com o bicho, o encarou, e... latiu para ele.
Não é humor, não é drama. É rotineiro, sem graça. Não que seja necessário lembrar quem são essas profissionais, mas não custa. Ana Beatriz já ganhou o prêmio de melhor atriz do Festival de Berlim; Natália e Nicette têm uma lista comprida de bons serviços prestados à televisão e ao teatro.
Por outro lado, ainda sobre “Salve Jorge”, se alguém tinha dúvidas quanto ao talento de Nanda Costa, elas se dissiparam esta semana nas boas cenas dela chegando à Turquia. A briga de Morena com Wanda (Totia Meirelles) foi bem conduzida pela direção e a atriz brilhou. Não é fácil interpretar uma personagem naturalmente exagerada numa cena de muito drama, uma conjugação de cascas de banana. Mas Nanda mostrou domínio total de sua missão. Ganhou o público subindo a voltagem do desespero de Morena tom a tom. Mesmo encurralada, a personagem se manteve agressiva, e a atriz não perdeu o controle de sua tarefa.

*Temos que concordar com a Patricia, infelizmente as partes da Natália que envolvem o núcleo dela estão realmente fracas. Eu particularmente gosto das cenas dela com o Oscar Magrini, inclusive no meu ponto de vista é o que salva a participação da Natália na novela.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

CRITICA: JORGE BRASIL


29/10: Frase do dia: A filosofia de Aída em Salve Jorge!



“Raquel, só não muda de ideia quem não as tem!”
Aída (Natália do Vale) para a irmã, Raquel (Ana Beatriz Nogueira), em Salve Jorge
Sábado – 27/12/2012