quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Elenco da novela comenta polêmica sobre idades


Julia Lemmertz, Bruna Marquezine, Vanessa Gerbelli e Natália do Vale nos bastidores
Foto: Fabio Seixo/ O Globo

Assunto nas redes sociais desde a estreia de “Em família”, a discussão sobre a diferença de idade entre os personagens e os atores que os interpretam ganhou ainda mais força na internet quando a terceira e atual fase da trama de Manoel Carlos entrou no ar, na segunda-feira. Na web, muitos questionam que Natália do Vale, de 60 anos, a Chica da novela, não poderia ser a mãe da Helena de Julia Lemmertz. Na vida real, a diferença de idade entre elas é de 10 anos. Ana Beatriz Nogueira, 47, tem apenas seis anos a mais do que Gabriel Braga Nunes, 41, seu filho na ficção. Há ainda o caso de Vanessa Gerbelli, 40, que vive Juliana, tia de Helena. Na segunda fase, ela era um pouco mais velha do que a sobrinha. Mas na atual aparenta ser mais nova do que a personagem de Julia.
— Isso é teatro. Play! Nós estamos brincando de ser alguém. Já fui mãe do Wagner Moura em “JK” (2006), do Selton Mello em “Meu nome não é Johnny” (2008). Fazia uma mãe que começava com 28 anos, e sua idade ia avançando para além da minha. Na época, ninguém achou estranho, as pessoas viram o filme e gostaram, fui indicada a prêmio. Posso fazer uma mulher mais nova, estou na meia-idade, não sou uma senhorinha, nem uma menina. Se estivesse no teatro, poderia fazer uma velhinha de 100 anos que ninguém iria falar nada. Por que não pode ser assim na televisão? Isso é um assunto encerrado para mim, para a Natália (do Vale) e a Ana Beatriz (Nogueira) — opina Julia.


Ana Beatriz admite que ficou surpresa com o convite para viver Selma por “estarem apostando na história sem esse compromisso”.

— Acho que posso aparentar uns 55. É a primeira vez que torço para imprimir uma idade mais velha — brinca a atriz: — Você não interpreta uma idade e sim um personagem. Acredito que após algumas cenas o público abraçará a história. É uma espécie de licença-poética. Se o diretor e o autor acreditam, quem sou eu para não acreditar?
Vanessa compartilha da mesma opinião e acredita que “quando a história é bem contada, o público embarca”. A atriz, que adotará a filha de sua empregada na novela, defende a personagem a quem chama de “tia contemporânea”.

— Ela mesma disse numa cena com as irmãs: “Fui tratada como a filha de vocês. Tive três mães”. É uma filha temporã como acontece em várias famílias. Acredito que esse estranhamento passará com o tempo.
Para o autor Manoel Carlos, a principal preocupação tem sido com “a qualidade dos atores como intérpretes”.

— Eles são ótimos, como o Brasil inteiro sabe. Então, farão personagens verossímeis, com a idade que esses personagens têm, sem precisar pintar o cabelo de branco, colocar peruca e falar com voz rouca. Farão tudo isso muito bem. Daqui a uma semana ninguém mais se preocupará com isso — aposta.

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